terça-feira, 25 de agosto de 2009

Interesses inconfessáveis rondam marco do pré-sal


Vários interesses se cruzam nessa discussão que ocupa o governo e bons espaços na mídia sobre o pré-sal e o novo marco regulatório que vai normatizar sua exploração e produção.

Há os da oposição, de adiar ao máximo a votação e a decisão sobre o novo marco regulatório, para os quais contam com apoio, é óbvio, do partido da mídia, de seus comentaristas e articulistas.


Há os das multinacionais e da indústria do petróleo. Elas querem investir e exportar petróleo para seus países de origem - Estados Unidos à frente - que precisam de fontes seguras e permanentes de abastecimento. Multis e indústria petrolífera preferem o atual marco regulatório que permite grandes lucros e a apropriação da nova renda que o pré-sal viabiliza.


O PSDB evita expor suas lideranças e, por meio de articulistas, comentaristas e alguns ex-auxiliares do governo FHC, tem defendido o atual modelo e sua manutenção, o que significa transferir para as empresas e seus acionistas o extraordinário volume de dinheiro gerado pelo pré-sal.


O governo quer um novo marco regulatório, uma empresa para administrar os contratos, um fundo social para organizar a aplicação da nova renda do petróleo, e por fim uma nova regra para pagar os royalties e a participação especial para os Estados e municípios.

Independente dos vários interesses em jogo está certo o governo na linha em que encaminha o novo marco regulatório do pré-sal.

A renda desse petróleo deve ser apropriada pela nação e pelo Estado, para investimentos no seu desenvolvimento educacional e tecnológico, e de sua infraestrutura social e econômica, começando pela mudança das matrizes de transporte urbano, energética e ambiental.


Apesar de ser simples e mais do que necessária, a nova regulação vem sendo atacada a pretexto de uma provável fuga dos investidores com o novo modelo, o que tem sido sistematicamente desmentido pelo interesse das empresas estrangeiras e nacionais na exploração do pré-sal.

Mantega: com recuperação econômica, Brasil terá novo ciclo de desenvolvimento


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou nesta segunda-feira (24) sua avaliação de que a economia brasileira está deixando a crise de forma antecipada e previu que o Brasil deve terminar o ano com de 600 mil a 800 mil novos empregos.
Em uma exposição sobre como o país enfrentou a crise econômica global, o ministro reafirmou que a economia brasileira estava bem preparada antes do abalo global e que por esse motivo o país é um dos primeiros a exibir uma recuperação.

"O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Já estamos deixando para trás os índices negativos de crescimento", afirmou Mantega durante abertura de um seminário econômico.

"Já estamos no limiar de um novo ciclo de desenvolvimento. Tivemos um ciclo de 2003 a 2008 e estamos preparados para outro", disse o ministro, acrescentando que apenas 32% da população brasileira sentiram os efeitos da crise.

De acordo com o ministro, a inflação este ano ficará abaixo do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5% e tem margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ele também afirmou que déficit nominal no final do ano será de 2,2% ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

Mantega disse ainda que o Brasil está entre os países que menos precisaram gastar em pacotes de estímulo econômico para sair da crise e citou o volume das reservas internacionais para exemplificar a recuperação da economia. Segundo ele, o país entrou na crise com US$ 250 bilhões em reservas internacionais e este mês chegou a US$ 213,7 bilhões.

O ministro também voltou a creditar a expansão do crédito por parte dos bancos públicos como fator importante para ajudar o país a sair da crise, na contramão dos bancos privados, que, segundo o ministro, "foram conservadores" na oferta de crédito.
"Se não fossem os bancos públicos, a recuperação da economia brasileira teria sido muito mais demorada", afirmou.

Globo perde audiência, poder econômico e político



A TV Globo, ao declarar guerra à TV Record, acabou dando um tiro no pé, conseguindo chamar atenção para a concorrente, e perdeu audiência.


Durante o domingo, a Record conseguiu a liderança de audiência em diversos horários.
Segundo os índices prévios da Grande São Paulo, o Domingo Espetacular chegou a vencer o Fantástico por 22 a 16 pontos.



O Reality Show "A Fazenda", superou a meta que a Record havia estabelecido: passou dos 30 pontos, chegando a 32 pontos contra 9 da Globo, a maior diferença na história da Record sobre a concorrente.


O filme “A Era do Gelo”, também ocupou a liderança isolada com 14,5 pontos.


Durante todo o Domingo, na média SP, a Record conseguiu audiência muito próxima à da Globo:


Globo: 15,9

Record: 12,5

Sbt: 8,1

Band: 2,6

RedeTv: 2,2

Cultura: 1,1


Nesta segunda, na programação matinal a Globo caiu para o terceiro lugar às 10hs. A Record atingiu o dobro da audiência da Globo no Rio de Janeiro, e quase o dobro em SP.


9:59 Sp



Record: 8,4

Sbt: 6,6

Globo: 4,8



Rio 10:01



Record 12,0

Sbt 9,4

Globo 6,1


O que o povo ganha com a briga dos Marinho com Macedo? Ou o que programas de entretenimento como reality show, Gugu, Faustão afeta a política nacional?


A Globo perde poder econômico, político, e capacidade de manipular eleições.


Ao dividir a audiência, dividirá também as verbas do mercado publicitário (tanto público como privado), e perderá poder econômico.


Ao ter telejornais competindo de igual para igual, perde o monopólio da "formação da opinião pública", e a capacidade de exercer lobby e manipulação política.


Fica mais complicado esconder notícias, que o concorrente levará ao ar, pois acabará perdendo mais audiência do que perdeu, quando o telespectador se dá conta que está sendo mal informado. Fica mais complicado não dar direito de resposta, pois a resposta será conseguida no concorrente.


A Globo sempre atuou em simbiose com o poder. Trocava apoio político na linha editorial por acesso privilegiado aos cofres públicos. A Globo sempre ajudou a eleger "amigos" e depois recebia seu quinhão em troca do apoio ao governo, seja através de anúncios superdimensionados (como a propaganda da SABESP em rede nacional), seja através de empréstimos generosos, concessões indevidas, facilidades nos ministérios para si, e imposição de dificuldades para a concorrência.

O esquema da Globo de simbiose com o poder federal desandou com a eleição de Lula. Ela tenta recuperar com a eleição de Serra.



Com menos audiência, e com a Record nos calcanhares, a Globo vai continuar manipulando até 2010 para tentar eleger Serra, mas terá mais dificuldade em convencer, terá que ser mais sutil, uma vez que haverá um noticiário de contraponto, com audiência de peso.


Por outro lado, por mais que a Record cresça, nunca conseguirá ter o poder que teve a Globo no passado, e por isso não corremos o risco de trocar um monopólio privado por outro.


Hoje existe a internet como fonte de informação, e a cada mes mais brasileiros ingressam na rede, e a usam com fonte de informação, reduzindo a influência da TV. A TV digital, também criará, a médio prazo, um ambiente de diversidade de canais gratuítos semelhante às TV's por assinatura, incluindo os canais públicos e comunitários.



Os movimentos socais pela democratização dos meios de comunicação, também se mobilizam e conquistam apoios oficiais no governo federal. É certo que haverá conquistas, em maior ou menor escala, dependendo da pressão popular.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reunião da Executiva Municipal


Companheiras (os),Convocamos todos os membros para a reunião da CEM ILHÉUS, já agendada no calendário anual, a ser realizada no dia 08/08/2009 às 9:00h na sede do PT-Ilhéus, cuja pauta será a seguinte:


01 - Novas filiações;

02 - PED/2009;

03 - Substituições membros da CEM;

04 - O que ocorrer.


Saudações PeTistas,

Elieser Barros Correia

Presidente PT-Ilhéus


Mário Alves Amorim

Sec.-Org. PT-Ilhéus

Denúncia contra a corrupção tucana de Yeda Crusius derruba palanque de Serra e Aécio no sul




A denúncia do Ministério Público Federal contra a governadora Yeda Crusius e mais 7 pessoas de seu esquema político, deu choque de indigestão nas campanhas dos presidenciáveis demo-tucanos. Complicou o palanque no Rio Grande do Sul para o candidato tucano, seja Serra, seja Aécio.

A Crise do Senado Brasileiro



O paradoxo do barbeiro de Sevilha diz que o barbeiro de Sevilha faz a barba de todos os sevilhanos, que não fazem a própria barba. Pergunta-se: o barbeiro de Sevilha faz a sua própria barba?


Essa pergunta veio à tona acompanhando o noticiário bombardeando o PT e Lula pela (suposta, no caso do partido) defesa da manutenção de Sarney na presidência do Senado. Essa idéia de que só o Planalto pode salvar Sarney é interessante, porque o Planalto (e o PT) é fundamental para derrubar Sarney.

Sarney tem base eleitoral em unidades federativas muito pobres, que necessitam do Estado para quase tudo. A maioria das populações do Maranhão e do Amapá dependem do Estado para ter saúde, educação, segurança, previdência, eletricidade, inclusão social, infra-estrutura... Esse tipo de dependência de investimentos estatais possibilitou a existência de oligarquias políticas no Nordeste – a região mais pobre do país, ao longo de todo o século XX.

Como a família Sarney construiu sua força política nesses estados sob a condição de oligarcas, sempre estiveram vinculado ao governo central, por absoluta dependência deste. Foi assim na ditadura militar – quando Sarney era da ARENA e foi governador biônico, na redemocratização – quando ele virou presidente por eleição indireta, e nos governos FHC e Lula – quando ele foi aliado do Planalto na condição de presidente do Senado ou liderando o PMDB.

Ocorre que a mantença de uma oligarquia baseada na indústria da seca, no controle dos meios de comunicação, no voto de cabresto, na perseguição às oposições etc., encontra limites no desenvolvimento destes estados. Estes deveriam manter-se pobres para que “seus representantes” tivessem demanda perante o governo e fosse buscar recursos.

Como o Governo Lula trouxe desenvolvimento sócio-econômico para o Nordeste, com geração de emprego e renda, programas sociais que impulsionaram as economias locais, maior abertura para os movimentos sociais e as oposições, trouxe também as condições para que as oligarquias fossem varridas do mapa. Até 2006, os estados nordestinos eram governados, quase todos, pelo PMDB e pelo DEM (antigo PFL), não coincidentemente os partidos que governam o Senado há mais de uma década.

Nas eleições de 2006, com o novo momento representado pela assunção do PT à presidência, essas elites reacionárias foram expulsas dos governos nordestinos: o PT elegeu três governadores, o PSB mais três, o PDT dois e o PSDB, (que representa uma direita mais liberal em contraposição ao DEM , oligarca) dois. Ou seja, os partidos de esquerda e progressistas afinados com o governo Lula venceram a maior parte das eleições.

No Planalto, Sarney encontra a sua sobrevivência e a sua destruição. Esta permanente, e aquela temporária. Pergunta-se: o barbeiro de Sevilha faz a sua própria barba?

Essas transformações se dão mais lentamente no Senado. A Casa Alta do parlamento brasileiro é a casa das elites mais reacionárias, das oligarquias mais dantescas, desde que se instaurou a república no Brasil. Os barões do latifúndio, beneficiários da monarquia, encontraram um abrigo no Senado para manter, ao menos, uma parte do poder que estavam perdendo para as burguesias e classes médias urbanas.

Desde então, pela sua estrutura onticamente conservadora, pelos privilégios dos mandatos de oito anos e suplentes não eleitos, pelas eleições personalistas e baseadas no poder econômico e midiático, e pela relação privilegiada com o planalto (refém dos senadores), a câmara alta abriga gente do nível de Sarney, Roseana, Mão Santa, Garibaldi Alves, Kátia Abreu, José Agripino, César Borges, ACM Pai e Junior, entre outros políticos altamente reacionários, via de regra detentores de grandes propriedades rurais e monopolizadores das grandes empresas de comunicação em seus estados.

E isso não é privilégio nosso. Conforme anotou o professor Dalmo Dallari em recente entrevista, mesmo nos países de economia mais avançada, o Senado sempre tem origem reacionária como nos EUA (cuja criação foi exigida pelos latifundiários das colônias do Sul) e na Inglaterra (onde o povo elege seus representantes na Câmara dos Comuns e os Lordes ficaram com o Senado para eles). É bom lembrar que até o governo trabalhista de Tony Blair, os lordes tinham mandato vitalício e outros privilégios.

As grandes empresas monopolistas de comunicação estão pressionando furiosamente para a derrubada de Sarney da presidência. Como Sarney é brigado com Serra e defensor ardoroso de Lula e Dilma, derrubá-lo seria uma mão na roda para o projeto Serra presidente.

Mas quem substituiria Sarney e “moralizaria” o Senado? Garibaldi de novo?

O problema não se encontra na figura de Sarney, porque, como diria Raulzito, você mata uma e vem outra em seu lugar. A crise é do Senado, um quartel de elites patrimonialistas em contraste com o desenvolvimento econômico e político vivido no país. As práticas clientelistas vivenciadas ali sobreviveram ao longo do século XX porque neste a regra era a ditadura.
A democracia liberal é uma necessidade do desenvolvimento das sociedades burguesas.

Parece-me óbvio que os senadores do PT devem se posicionar nesta crise, defendendo reformas no funcionar da casa, mas denunciando a cretinice da oposição pela responsabilidade que tem nisso, já que o DEM possui a Secretaria-Geral do Senado há anos.

Mas o conjunto do PT, das esquerdas, dos movimentos sindical e demais movimentos sociais devem aproveitar a oportunidade para denunciar a existência do Senado em si. O Senado é uma instituição de manutenção, que impede o desenvolvimento social e econômico do país e age contra as forças democráticas e populares. A sua existência serve como escudo protetor das elites, principalmente daquelas mais atrasadas.

Extinguir esse bunker da burguesia mais anacrônica deve ser o foco das forças democráticas e populares nesse momento. E temos uma chance de ouro para fazê-lo.

Vinicius da Silva – advogado do SENGE-BA e do SINARQ-BA, professor da Faculdade de Direito da UFBA

Governo Lula reajusta valor da Bolsa Família



Brasília - O Diário Oficial da União de hoje (31) publica o decreto presidencial que reajusta o valor do benefício do Bolsa Família em 9,68%.

O valor básico do benefício passa para R$ 68, contra R$ 62 do último reajuste, e o benefício variável – pago de acordo com o número de crianças – passa de R$ 20 para R$ 22. O benefício vinculado aos adolescentes, que era de R$ 30, passa para R$ 33 por adolescente, até o limite de R$ 66 por família. No primeiro caso, o reajuste foi de 9,68% e nos demais, de 10%.

A partir do dia 1º de setembro, 11 milhões de famílias atendidas pelo programa poderão sacar os valores já alterados. O reajuste corresponde ao aumento de preço dos alimentos que ocorreu nos últimos meses e foi feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor.

O Decreto 6.917 publicado hoje revoga os decretos 6.491, de junho de 2008, e 6.824, de abril deste ano e passa a vigorar a partir de hoje (31).

O Bolsa Família atende às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, caracterizadas pela renda familiar mensal per capita entre R$ 70 e R$ 140,00. Os valores anteriores variavam entre R$ 60 e R$ 120, respectivamente.

fonte: Agência Brasil .

Desemprego no Brasil é menor que na Europa, diz Meirelles




O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse, nesta quarta-feira (5), que o Brasil atingiu, pela primeira vez, um nível de desemprego abaixo do registrado na Europa. A afirmação foi feita durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Durante a audiência, o ministro apresentou gráficos que mostram a evolução do emprego desde 2002 no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos.


Os dados apontam que, após ter subido, em razão da crise mundial, a taxa de desemprego no Brasil recuou, enquanto na Europa, continua crescendo. No Brasil, o desemprego chegou a 9% em março deste ano e caiu para 8,1% em junho. Na Europa, a taxa era de 9% em março e subiu para 9,4% em junho. Nos Estados Unidos, o índice era de 9,5% em junho, também acima do registrado no Brasil (ver quadro). Segundo o ministro, o nível atual de desemprego no País é mais alto que 2008, antes da crise econômica, mas é menor que o registrado em 2007.


Os últimos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados em julho pelo Ministério do trabalho e Emprego, mostram que, no mês anterior, foram criados 119.495 empregos com carteira assinada no Brasil. No primeiro semestre do ano, o saldo positivo foi de 299.506 novos postos de trabalho. O resultado significa o quinto mês consecutivo de expansão do emprego formal no País, que tem 32.292.808 trabalhadores com carteira assinada.


Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o Brasil está em posição de destaque com relação aos outros países. “Entre todos os países do G-20, o Brasil é o único com saldo positivo de empregos. O poder de compra, alavancado com o bom crescimento do salário médio dos brasileiros ao longo dos últimos anos, é que está promovendo a continuação da produção, que movimenta a economia”, destacou Lupi. O ministro afirma que, no segundo semestre do ano, haverá uma retomada mais intensa no número de contratações.

Brasil - evolução do Índice de Gini (IPEA) Acesse: Desigualdade e Pobreza no Brasil

Uma excelente notícia: levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revela que no primeiro semestre deste ano, a desigualdade no país caiu 4,1%, o que comprova a eficiência das políticas sociais implantadas pelo presidente Lula e das medidas adotadas por seu governo no combate à crise internacional.

Com base no índice de Gini - medidor da desigualdade social desenvolvido pelo estatístico Corrado Gini em 1912, que oscila de 0 a 1 (quanto menor, maior a distribuição de renda) - o IPEA revela que em junho de 2009, o país atingiu 0,493 pontos, o menor nível já alcançado desde 2002. E mais, nos últimos sete anos (em todo o governo Lula), a desigualdade social diminuiu 7,6%.

Em declaração ao Estado de S. Paulo, o presidente do Instituto, Marcio Pochmann pondera que se "de um lado, a crise se manifestou de forma mais concentrada no setor industrial - que geralmente paga os melhores salários - de outro lado, temos a proteção da renda na base da pirâmide social brasileira, com aumento do salário mínimo e políticas de transferência de renda previdenciárias e assistenciais".

Frente à crise internacional - a pior dos últimos cem anos - o levantamento do IPEA é a prova concreta do que venho falando neste blog: é incontestável a eficácia das medidas do governo federal frente à crise e, sobretudo, de sua atuação contínua e sem tréguas no combate de um dos maiores problemas brasileiros, a desigualdade social.
O levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) sobre a redução da taxa da pobreza no país revela que nas seis maiores regiões metropolitanas do país nos últimos sete anos (2002/2009) quatro milhões de brasileiros deixaram a pobreza absoluta, cuja taxa despencou 26,8% no período.

Concretamente, isso equivale a dizer que em Belo Horizonte, 600 mil pessoas deixaram a pobreza - queda de 35,5%; em Porto Alegre, 400 mil, queda de 33,6%; e no Rio de Janeiro, 1,4 milhão de pessoas, - 31,2%.

Abaixo da média nacional de 26,8%, mas também com queda na pobreza estão São Paulo com 1,3 milhão de pessoas (-25,2%); Salvador, 200 mil (-23,9%); e o Recife, 100 mil pessoas (-14,1%).

Assim, hoje, a taxa de pobreza nessas regiões equivale a 31,1% (da população) e atinge 14,5 milhões de pessoas. Em 2002, era de 42,5% da população e atingia 18,5 milhões.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Seis candidatos a presidente e nove chapas disputam a direção nacional do PT


Seis candidatos a presidente e nove chapas irão disputar a Direção Nacional do PT no PED 2009, que acontece em 22 de novembro deste ano.
As composições das chapas serão divulgadas nos próximos dias. O prazo para alteração de nomes inscritos termina em 4 de agosto. Também nos próximos dias entrará no ar, pelo Portal do PT, uma página eletrônica especial com tudo sobre o PED.
Confira abaixo quem são os candidatos à presidência do partido e as chapas inscritas, em ordem alfabética:
Candidatos à presidência nacional do PT
Geraldo Magela Pereira, do Distrito Federal
Iriny Lopes, do Espírito Santo
José Eduardo Cardozo, de São Paulo
José Eduardo Dutra, de Sergipe
Markus Sokol, de São Paulo
Serge Goulart, de Santa Catarina
Chapas
Contraponto
Esquerda Socialista
Mensagem ao Partido
Movimento: Partido para Todos
Movimento Popular
O Partido que Muda o Brasil
Partido para Todos: Unidade na Diversidade
Terra, Trabalho e Soberania
Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo

Durou pouco?


Em junho estávamos em recessão ou em maio não estávamos mais? O leitor que tire a suas conclusões: estava certa a Folha em noticiar em manchetes garrafais uma "recessão" que praticamente todos os analistas econômicos já sabiam ser apenas "técnica"? Ou será que o jornalão exagerou na chamada para o cenário catastrófico pelo qual o Brasil passaria e que pelo visto já tinha terminado quando a manchete foi publicada? Você, caro leitor, decide!

FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre ética e telefonam para Sarney

A falta de caráter do tucanato não tem limites e não para de se superar.Agora FHC, Serra, Aécio e Alckmin pedem para esquecer tudo o que o PSDB disse sobre Sarney, e telefonam para o presidente do Senado, em gesto de "solidariedade", segundo informa o Folha de José Serra (jornal Folha de São Paulo).Aquela conversa do PSDB se guiar pela ética, acima da política real, era só brincadeirinha.Um dia depois do PSDB declarar guerra ao PMDB e pedir a cassação de José Sarney, o alto tucanato procurou ontem o presidente do senado, para assoprar, depois de morder.FHC telefonou do Rio, a caminho de Fortaleza, e falou só com Marly.
Aparentemente, Sarney recusou-se a conversar com o dono do iFHC.Já Aécio, Serra e Alckmin falaram com Sarney.Segundo aliados do PMDB, todos se esforçaram para limitar o problema "à bancada do Senado" (a emenda é pior do que o soneto, pois soa como chamar Sarney de idiota).No telefonema, Serra lembrou que a mãe, Serafina, gostava muito de Marly (mulher de Sarney).Humm... Fico imaginando o que pensou Sarney, a respeito do filho da ... D. Serafina.
Sarney deveria ter gravado, e exibir essas gravações no plenário do Senado, para mostra o cinismo demo-tucano que assola a imprensa.Aécio Neves, esteve pessoalmente com Sarney. Apesar de ter se exposto e ter feito declarações públicas em defesa de Sarney, Aécio é o mais maquiavélico de todos, pois não interferiu no processo, nem mesmo censurou o PSDB do Senado, em momento algum.O PSDB age como aqueles torturadores na sala de tortura, onde a tropa de choque de Serra e FHC faz o papel de mau, torturando fisicamente, outro (Aécio, e agora até os dissimulados Serra e FHC) faz o papel de bonzinho que se reveza, aliviando a tortura, para aproximar-se da vítima e abrir um canal de conversação com ela.

Lula e Dilma estarão em Piraí (RJ), primeira cidade a ter um notebook por aluno


Piraí, uma das cidades digitais pioneiras, se tornará a primeira cidade do mundo a distribuir notebooks para todos os alunos e professores da rede pública de ensino.Para formalizar a ação, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), estará amanhã (31) na cidade, acompanhado de diversas autoridades.Na ocasião, será feita a entrega simbólica de notebooks para 20 alunos, cada um representando uma escola municipal, na Praça de Santana, às 9 horas, conforme informa "A voz da cidade".


A solenidade contará com a presença do governador Sérgio Cabral (PMDB), dos ministros Fernando Haddad (Educação) e Dilma Rousseff (Casa Civil), do vice-governador Luiz Fernando Pezão e do prefeito Arthur Henrique Gonçalves Ferreira, o Tutuca (PMDB).Esta será a segunda etapa do programa, que é a vertente educacional do Projeto Piraí Digital.A experiência teve início em 2007, quando Piraí foi um dos quatro escolhidos pelo governo federal para implantar o piloto do projeto Um computador por aluno (UCA), que recebeu vários prêmios internacionais.


Os outros escolhidos foram São Paulo, Palmas e Porto Alegre.Piraí teve sucesso na experiência e os números apresentados pelo colégio escolhido – o Ciep Municipalizado Professora Rosa da Conceição Guedes dão conta que na unidade a evasão escolar, depois do início do projeto, caiu para menos de 1%. A média nacional é de 26%. O Ideb, que mede a qualidade de ensino, subiu de 2,4 para 4,8. A matrícula na escola cresceu de 87 alunos em 2005 para cerca de 600 hoje.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Desemprego recua e renda do trabalhador cresce 3% em junho, mostra IBGE


A taxa de desemprego no Brasil caiu pelo terceiro mês seguido e ficou em 8,1% da população economicamente ativa em junho, abaixo dos 8,8% verificados em maio, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esta taxa é a menor desde dezembro, quando havia ficado em 6,8%. Em junho do ano passado, a desocupação estava em 7,8%.O levantamento é realizado em seis regiões metropolitanas do país, das quais Salvador tem a maior taxa e Porto Alegre a menor.


O contingente de trabalhadores com carteira assinada ficou em 9,5 milhões, número 2,2% maior que em maio do ano passado.


O rendimento médio ficou em R$ 1.312,30 e não variou em relação a maio. Esse valor, por outro lado, é 3% superior ao verificado no quinto mês de 2008.Entre os setores pesquisados pelo IBGE, o de Educação, Saúde e Administração Pública se destacou e subiu 2,3% em relação a maio e 4,6% comparado a junho de 2008.No segmento industrial, não houve variação em relação a maio, mas registrou queda de 5% sobre junho do ano passado.


Por regiões, na passagem de maio para junho, o nível de desocupação apresentou leve mudança em Salvador, saindo de 12,1% para 11,2%. Em Belo Horizonte, a taxa de desemprego partiu de 6,7% para 6,9%. No Recife, foi de 10,5% para 10,2%. No Rio de Janeiro, a taxa deixou os 6,6% para 6,3%. Também houve abrandamento em São Paulo (10,2% para 9%) e Porto Alegre (6,1% para 5,6%).Uma pesquisa divulgada pelo Banco Central no mês passado mostra que mesmo com a crise, o Brasil deve fechar 2009 com nível de desemprego bem menor do que a média global, e até melhor do que média anterior à crise mundial.


Segundo o órgão, a taxa de desemprego deve ficar em 7,6%, acima dos 6,8% de 2008, mas bem inferior à média de 9,3% de 2007, e ainda abaixo dos índices (acima de um dígito) projetados para economias desenvolvidas no ano."O pico da taxa desemprego deve ocorrer em julho, em 9,8%", explicou o diretor de Política Econômica do BC, Mario Mesquita, "mas deve voltar a declinar", disse.

Aloizio Mercadante: 'Eles vieram para ficar'

artigo - Aloizio Mercadante
Entre outubro de 2008 e abril deste ano, já em plena crise, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas grandes cidades brasileiras
"A pobreza é a pior forma de violência." (Gandhi)

Durante muito tempo eles foram esquecidos pelas políticas públicas. Quase invisíveis, sua existência praticamente só era lembrada na esteira dos debates sobre a violência urbana. Dizia-se que eles teriam de esperar, que era necessário fazer crescer o bolo para depois reparti-lo. Vítimas de gigantesco apartheid social, eles eram vistos como um grande problema, não como parte necessária da solução para um Brasil justo e próspero. Eram não cidadãos que ainda não tinham chegado, de fato, ao nosso país.

Entretanto, nos últimos anos eles têm chegado e mudado a cara feia da desigualdade brasileira. Graças ao ProUni, que já distribuiu centenas de milhares de bolsas de estudo, eles estão chegando, com bom aproveitamento, ao ensino universitário, ampliando as suas oportunidades no mercado de trabalho.
O Luz Para Todos já conectou mais de 2 milhões de residências à rede elétrica e ao século 20. Muitos já estão se conectando também ao século 21, graças aos incentivos para a compra de computadores e ao programa de implantação de banda larga nas escolas públicas. É estratégica a sua chegada à sociedade de consumo e ao mercado de trabalho.
O Bolsa Família, erroneamente criticado como eleitoreiro por aqueles que sempre encararam o nosso apartheid social como algo a ser corrigido automaticamente pelo crescimento econômico, já atende a mais de 11,3 milhões de famílias, contribuindo para tirar milhões da miséria e, por meio da manutenção das crianças na escola, aumentar as oportunidades econômicas e sociais das novas gerações de brasileiros. Além disso, o salário mínimo, que já vinha se recuperando, aumentou seu poder real de compra em 45% entre maio de 2003 e janeiro de 2009, beneficiando 42 milhões de pessoas. Essas políticas sociais, somadas à grande expansão do crédito popular e à geração de cerca de mais 8 milhões de empregos formais, foram decisivas para que o PIB per capita crescesse 20%, e a massa salarial, 17% nos últimos seis anos.
O resultado mais significativo, no entanto, foi a redução da pobreza e a incorporação de milhões de brasileiros ao mercado de consumo. Cerca de 17 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a ser participantes ativos da construção do país. E a renda dos 50% mais pobres cresceu num ritmo chinês: 32%, duas vezes mais do que o aumento da renda dos 10% mais ricos, o que fez diminuir, pela primeira vez em muito tempo, a concentração dos rendimentos no Brasil. Assim, o desenvolvimento brasileiro recente, ao contrário do de outros períodos históricos de crescimento, foi inclusivo e criador de cidadania.
Crescemos repartindo renda e criando oportunidades para muitos. Dessa vez, o bolo cresceu sendo distribuído. Mais do que isso: a redução da pobreza e a distribuição de renda foram funcionais ao crescimento econômico. Com efeito, embora a boa conjuntura da economia internacional tenha dado contribuição relevante ao crescimento, o fortalecimento do mercado interno jogou papel significativo em sua consolidação. Mas, se o fortalecimento do mercado interno foi importante para a consolidação do desenvolvimento recente, na crise ele será decisivo para manter um patamar mínimo de dinamismo econômico.
Dados da OMC (Organização Mundial do Comércio) já mostram uma queda de 31% no comércio internacional no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Estados Unidos, União Europeia e Japão, as principais economias desenvolvidas, vêm sendo profundamente afetados pela crise e enfrentarão penosa e lenta retomada, pois assumiram pesados déficits públicos para amenizar a recessão. Portanto, o Brasil não poderá contar tão cedo com novos estímulos externos ao seu desenvolvimento, mesmo sendo grande produtor de commodities agrícolas -cujos preços não foram muito afetados pela crise- e futuro exportador de derivados de petróleo. Nos próximos anos, nosso desenvolvimento terá de escorar-se, essencialmente, no mercado interno. Assim, é vital manter as políticas de redução da pobreza. Felizmente, mesmo a recessão mundial não parece afetar essa tendência recente.
Conforme o IBGE, entre outubro de 2008 e abril deste ano, já em plena crise, 316 mil pessoas saíram da pobreza nas grandes cidades brasileiras. Um dado fantástico. Um dado que mostra que eles não apenas estão chegando, mas que vieram para ficar. Ficar num Brasil bem mais sólido, próspero e justo. Um país crescentemente livre da principal forma de violência.

Mercadante tem no Senado o apelido de ‘MarcaDADOS’. É merecido. Esse artigo é muito feliz, pois coloca em evidência coisas que parecem simples, mas que fazem uma enorme diferença para a grande maioria da população Brasileira. Não me canso de lembrar uma matéria do Globo, no período eleitoral de 2006. Quando perguntado em quem iria votar, um sertanejo respondeu para o repórter que em Lula.
Questionado sobre o motivo, disse simploriamente, "a minha vida melhorou uns 30%". Melhorar 30% partindo daquela miséria descrita na matéria pode parecer pouco para quem olha daqui de cima, do 'Sul Maravilha'. A minha vida, do ponto de vista econômico e social, não melhorou 30%. Para aquele sertanejo parece que sim e de certa forma ele construiu um elo com a dinâmica que tornou isso possível. Mais do que os 30% difíceis de serem mensurados, se apegou à esperança. Na última sexta-feira, no Jornal da Globo, em uma matéria sobre o programa 'Minha Casa, Minha Vida', assisti talvez ao maior elogio que alguém poderia fazer ao governo Lula.
O Presidente do Sindicato das Empresas do Setor Imobiliário (SECOVI), João Crestana, nem teve essa intenção quando disse que "Nós estamos em um momento muito feliz. Hoje o nosso próprio trabalhador, pedreiro, carpinteiro pode comprar um imóvel que ele ajuda a construir". Quantas vezes não ouvimos a esquerda colocar como termômetro para a desigualdade social, o fato de que os trabalhadores não podiam usufruir das riquezas que ajudavam a construir. Mercadante tem razão, 'eles vieram para ficar' e, modestamente, me orgulho muito disso.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ministra Dilma debate clima e biocombustível com Barack Obama


O debate sobre mudança de clima e biocombustível deve ser o tema principal do encontro que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e os membros do 4ºFórum de CEOs (executivos-chefes) Brasil-Estados Unidos têm previsto com o presidente norte-americano, Barack Obama, nesta terça-feira (21), em Washington. A reunião marca o segundo encontro de Dilma e Obama. O primeiro foi em março deste ano, quando a ministra acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca, menos de 20 dias depois da posse do presidente norte-americano.

Técnicos da Receita Federal do Brasil e do Departamento de Comércio dos Estados Unidos tiveram uma reunião por videoconferência, poucos dias antes do fórum de executivos, para adiantar temas que serão abordados na reunião, de acordo com informação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A ministra-chefe da Casa Civil já está no Departamento de Comércio norte-americano, onde acontecem as sessões do fórum.

A quarta edição do fórum começou ontem (20) com um jantar oferecido pelo governo dos Estados Unidos, em um hotel na capital norte-americana. Nesta terça-feira, acontecem as sessões de trabalho com membros dos setores público e privado.

O fórum é composto por 20 altos executivos do Brasil e dos Estados Unidos e de representantes de ambos os governos. Do lado brasileiro, os copresidentes da delegação são a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Os pares do lado norte-americano são o secretário de Comércio, Gary Locke, e o assistente adjunto da Presidência e conselheiro adjunto de segurança nacional para Assuntos de Economia internacional, Michael Froman. Também integram a reunião o presidente da Apex, Alessandro Teixeira, e o secretário-adjunto do Departamento de Comércio dos EUA, Stephen Jacobs.


O fórum foi criado em 2007, em anúncio oficial conjunto feito pelo então presidente George W. Bush e pelo presidente Lula, e tem duas reuniões por ano. O objetivo é fortalecer as relações econômicas entre EUA e Brasil. O comitê de membros do setor privado fornece aos representantes públicos recomendações sobre questões que são importantes para a área corporativa e que poderiam ser estimuladas se contarem com parcerias do governo.

Brasil inicia segundo semestre com dados positivos e Lula aponta 2010 melhor


A economia do país entra no segundo semestre de 2009 ancorada em crescimento do emprego, saldo positivo na balança comercial, retomada da confiança de investidores e recorde de reservas internacionais - os depósitos em dólares no Banco Central bateram na semana passada o nível histórico de US$ 209,57 bilhões.

Na balança comercial, dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento mostram que há superávit (exportações menos importações) de US$ 16,138 bilhões desde o início do ano até a terceira semana de julho. Em mesmo período do ano passado, com 137 dias úteis, dois a mais do que em 2009, o superávit comercial foi menor, de US$ 13,290 bilhões.

O saldo positivo de US$ 16 bilhões da balança deste ano é resultado de exportações de US$ 78,040 bilhões e importações de US$ 61,902 bilhões. No ano passado, as vendas externas somaram US$ 102,488 bilhões e as compras, US$ 89,198 bilhões.

Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda que o governo trabalha com a hipótese de que o Brasil iniciará o ano de 2010 em uma situação "altamente confortável, produzindo bem e vendendo bem".

Ele avaliou que o país vive "um momento importante na economia", mas que é preciso cautela, uma vez que a crise financeira internacional ainda persiste nos Estados Unidos e na União Européia. "Tomamos todas as medidas que tínhamos que tomar para incentivar a economia, facilitar o crédito, incentivar o consumo. O que estamos notando são números expressivos na indústria automobilística, na venda de geladeiras, de máquinas de lavar roupa e de fogões", disse. Para Lula, o comércio brasileiro está "voltando com força".

O presidente Lula lembrou que nos últimos cinco meses o Brasil apresentou crescimento na geração de postos de trabalho com carteira assinada.

Segundo dados do Cadastro Geral de Emprego (Caged), do Ministério do Trabalho, a economia brasileira registrou aumento de vagas com carteira assinada em junho pelo quinto mês consecutivo. Foram geradas no mês passado 119,5 mil vagas formais. A economia brasileira acumula saldo líquido de 299,5 mil novos empregos com carteira assinada no primeiro semestre e de 390,3 mil no período de 12 meses até junho.

"Esse é o dado mais positivo, porque nós já recuperamos metade dos empregos que nós perdemos na crise. Significa que até o final do ano nós poderemos recuperar tudo que perdemos e começar ter novos ganhos na geração de empregos", destacou o presidente.

Também nesta segunda-feira (20), o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que mantém a expectativa de geração de "700 mil novas vagas formais ou mais" no país no segundo semestre, mais que o dobro das 300 mil geradas no primeiro semestre, segundo o Caged. Lupi afirmou que serão 1 milhão de vagas formais geradas em 2009.

Na avaliação do deputado Vicentinho (PT-SP), os dados divulgados "são a comprovação que o Brasil está deixando a crise para trás". "A crise demorou para chegar no Brasil e agora o Brasil está servindo de lição para o mundo porque fez sua lição de casa. O governo Lula está de parabéns, estamos todos de parabéns por acreditarmos nessa mudança", disse.

O ministro Lupi afirmou ainda que a esperada aceleração no aumento do emprego formal no segundo semestre vai refletir a reação da indústria e o início da recuperação do mercado internacional. "Vamos juntar a força do mercado interno com a melhoria do mercado externo", disse.


Recentemente, a General Motors confirmou o investimento de R$ 2 bilhões no Brasil até 2012. A GM quer desenvolver uma nova família de veículos voltada ao mercado sul-americano, região considerada estratégica para a montadora norte-americana que procura se recuperar de uma concordata. "É sinal de que as indústrias acreditam na força da economia brasileira", afirmou Lula.


Liderança PT/Câmara (http://www.informes.org.br/)

Petistas discutem história e rumos do Partido em Jornada de Formação


Relembrar a história, discutir o presente e também os rumos do PT num projeto para a sociedade. Esses foram os principais temas presentes na 1ª Jornada de Formação para filiados e filiadas do PT, ocorrida no último fim de semana em Florianópolis. A atividade, realizada em parceria com a Fundação Perseu Abramo, contou com a presença de mais de 100 participantes.


Entre os principais temas debatidos na jornada se destacaram a compreensão da história do PT, sua estrutura de funcionamento, como núcleos, diretórios, setoriais, encontros e congressos, a história das principais Resoluções do Partido, particularmente do 3º Congresso e diretrizes do Projeto Nacional do PT.


“Também abordamos a relação entre o projeto do PT para a sociedade em nível local e o Projeto Nacional, o estímulo à participação nas instâncias partidárias, nos movimentos e outros espaços públicos de participação social”, destaca o secretário de Formação do PT/SC, Allan Alcântara. Ele ainda salientou a importância do estado sediar o primeiro encontro: “serão 10 ao todo em nível Brasil, e tivemos a honra de darmos o ponta pé inicial nesse grande trabalho de formação”.


Para Carlos Henrique Árabe, secretário Nacional de Formação do PT, a maior virtude da jornada é chegar às bases do Partido. Ainda destaca a diferença do PT: “somos um partido diferente. Produzimos e difundimos conhecimento visando a transformação social, e não a dominação. Os encontros da jornada propiciam essa construção coletiva, relembram nossa história e preparam os militantes dentro do nosso modo de pensar e agir, sempre visando o bem social”, diz.


A Jornada ocorre em três etapas. A primeira etapa será regional, prevê a apresentação dos conteúdos e da proposta metodológica de abordagem dos temas para militantes com consolidada experiência de formação e disponibilidade para realizar o calendário das atividades municipais.


A segunda etapa será estadual visando a preparação dos militantes que realizarão as atividades de formação nos municípios, com apresentação e debate dos conteúdos e proposta metodológica (deverão participar secretários (as) municipais de Formação e militantes responsáveis pelas atividades de formação dos filiados nos municípios). A terceira etapa, que será municipal, será a aplicação dos conteúdos diretamente aos filiados. A meta é atingir 100 mil filiados (as) de todo o país ao final da jornada.

Com informações do PT Nacional.

Saldações PTistas

Mário Sérgio
PT Ilhéus

RS: Tarso Genro é escolhido candidato por unanimidade


Sérgio Bueno, de Porto Alegre - VALOR

Aclamado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul depois de receber o apoio dos dois adversários no encontro estadual do PT, ontem, o ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a vaga de vice ao PDT. Os petistas gaúchos também decidiram buscar a adesão do PSB e do PCdoB para recompor a chamada Frente Popular, e sepultaram de vez as esperanças da direção nacional do partido de incluir o Estado na troca de apoios com o PMDB em favor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República.
Para o ministro, a decisão não atrapalha os planos do PT nacional para Dilma porque o PMDB é “muito irregular” no país e em regiões como o Rio Grande do Sul é o “principal adversário” do partido. Além disso, os pemedebistas constituem o “cerne” do governo de Yeda Crusius (PSDB) e no Estado “sempre fizeram coalizões de direita” contra os petistas, explicou. Segundo ele, Dilma terá dois palanques no Estado e não há “objeção” a “qualquer partido” que queira aderir à sua candidatura.
Quando questionado se a defesa do senador José Sarney, do PMDB não poderia desgastar a candidatura da ministra, Genro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um “esforço” para garantir a “estabilidade” necessária à instituição. “Isso não significa solidariedade dele com qualquer erro que alguém tenha cometido”, disse. “Pelo contrário, a Polícia Federal está trabalhando junto com o Ministério Público e a luta contra a corrupção vai continuar, eu permanecendo ou não no ministério”, disse. Ele não fixou prazo para deixar o comando da pasta, mas disse que em 30 dias Lula deve “dar orientação” a respeito.

Genro também evitou comentar a crise que envolve o governo do Estado em diversas denúncias de corrupção, inclusive de uso de recursos de caixa 2 na campanha de 2006 em benefício pessoal da governadora, porque, na condição de ministro, mantém “relações institucionais” com o Executivo gaúcho. “Só vou fazer quando estiver oficializado como candidato”, afirmou. “Não devemos criar polêmicas que atrapalhem os programas federais aqui”.
Genro iniciou a disputa pela indicação do partido com o apoio de correntes como a Democracia Socialista, Esquerda Democrática e PT Amplo. A expectativa dele era vencer com mais de 70% dos votos, mas ontem seus dois adversários, o deputado estadual Adão Villaverde, do grupo Construindo um Novo Brasil, e o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, da Articulação de Esquerda, decidiram apoiar o ministro.

Postado por Luis Favre

Rabat filia-se ao PT que já tem mais de mil membros em Ilhéus


O PT – Ilhéus realizou nesta quarta-feira dia quinze de Julho, concorrido evento de filiação do médico Antonio Carlos Rabat ao partido, Rabat assinou a filiação numero mil na presença de lideranças locais do partido e do filiado numero um, o agricultor Doge. O presidenta estadual do PT, Jonas Paulo e o ex-deputado Josias Gomes representando o diretório nacional, não conseguiram chegar a Ilhéus em virtude de problemas na aeronave que os traria de Salvador.


Entre os presentes o novo filiado foi saudado de forma efusiva por Dr. Ruy, ex-candidato do PT a prefeito de Ilhéus, que afirmou conhecer Rabat e suas qualidades, convidando o novo companheiro para as trincheiras das lutas que se apresentam para breve, como a eleição de Dilma a Presidente da Republica e a reeleição de Wagner ao governo da Bahia.


No ato de filiação de Rabat, diversas personalidades e amigos do médico também assinaram suas fichas de filiação ampliando ainda mais o quadro de filiados do partido que já é o maior de Ilhéus. O presidente municipal do PT, Elieser Correia, o vereador Paulo Carqueja líder do partido na Câmera Municipal e o vereador Alisson Mendonça também saudaram o novo filiado, ressaltando a admiração, o respeito e o carinho que a população de Ilhéus tem por Rabat. O Presidente a da Câmara Municipal, Jailson Nascimento também prestigiou o evento parabenizando Rabat pela escolha do partido e pela vontade de servir a sua terra.


Em seu discurso o novo petista ilheense ressaltou seu encontro com o PT e sua condição de trabalhador, sua admiração pelo partido e sua disposição de somar forças com a turma que já milita na legenda do presidente Lula, Rabat falou também da vontade de servir a sua terra de lutar pelo desenvolvimento de Ilhéus, de fazer de sua militância no PT um caminho para ampliar a participação dos ilheenses na política, encerrando com declaração de apoio a candidatura de Dr. Ruy a deputado estadual.


No mesmo evento a secretaria de comunicação do PT anunciou que colocou no ar o blog oficial do partido www.ptilheus.blogspot.com o primeiro partido da cidade a ter seu próprio veiculo de comunicação.

Secretaria de Comunicação
Ilhéus 16.07.09